A Ascensão e Queda do Jockey Club de São Paulo


Uma das coisas que mais me entristece é ver lugares que um dia já foram grandes, submetendo-se ao baixo nível para poderem respirar. E isso acontece com alta frequência...

Pode ser difícil acreditar, mas o Jockey Club de São Paulo já foi grandioso. Me arrisco dizer que alguns anos atrás era o melhor ponto da cidade para burgueses e playboys internacionais. A elite de todos os cantos se encontrava nele para fazer apostas, tomar bons drinks e fumar tabaco.

Hoje, de tradicional, só restam alguns senhores que ainda vão até lá na amarga tentativa de resgatar as memórias de seus tempos áureos. Vez ou outra ainda tem turfe e um ou outro burguês consegue fazer um bom dinheiro nas apostas certas, mas o clube agora, para sobreviver financeiramente, vem se prostituindo como as damas da região, fazendo shows para adolescentes e festas de 15 anos.

Admito que ainda vou lá às vezes, então, com sorte, você pode me encontrar saboreando a cozinha mediterrânea do Iulia ou tomando uma Grey Goose em um dos bares ingleses do Villa Jockey. Se for junho, também costumo visitar a CASACOR São Paulo acompanhado de alguma fina universitária do curso de arquitetura da FAAP.

O clube ainda mantêm algumas vantagens, sua localização e arquitetura clássica, em um ponto excelente da cidade de São Paulo. Me pergunto se essa não é a hora de deixar que alguns burgueses de bem enriqueçam assumindo o controle e transformando aquela área decadente em belos prédios residenciais, hotéis, escritórios ou shoppings. Seria uma boa causa, e muito menos feio do que ver a aquilo que já foi grande, dobrar-se de joelhos.

O resto é com vocês...
Bons ganhos e um grande abraçoo!

Comentários

  1. Pois é Burguês... Você criou um personagem para narrar seus posts.
    Falta muito pra você se tornar um burguês como o que narra as suas estórias?

    Mas enfim... Vejo isso como algo natural, tem mudanças que são praticamente inevitáveis. Turfe não é um esporte que deve atrair muitos jovens e sem a atenção dos jovens é questão de tempo para que o público vá diminuíndo, até que o jóckey vá perdendo sua função.
    Isso não é exclusividade do turfe. Clubes como Portuguesa e Juventus já tiveram um número enorme de sócios, hoje não tem número nem próximo ao que já tiveram.
    As distrações mudaram, o perfil da sociedade mudou.
    Não dúvido nada em poucos anos a área do Jóckey dar espaço a outras finalidades, até porque a localização é privilegiada, no coração de uma das áreas mais nobres da cidade.
    Shopping porém já existem vários, não sei se seria esse o melhor uso.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O caminho é longo meu caro. Talvez eterno.
      E sim, sempre triste ver a decadência.

      Excluir
  2. Belo post Burguês, acompanho seus textos fazem alguns anos. Seu blog é um dos melhores junto com o do Pardal e do Pobretão.
    Em relação ao tópico, passo quase diariamente em frente ao Jockey e sinto uma leve tristeza de ver algo uma vez tão grandioso em decadência.

    Continue postando, é a primeira vez que comento. Gostaria de saber como é a vida na Espanha, trabalho em um banco de investimento na Faria Lima e penso em largar para seguir rumo ao interior ou a Europa em busca de qualidade de vida e boas experiências.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado meu caro, é bom te ter aqui.
      IB é uma boa carreira e a Faria Lima é uma boa localização. Aí tem grandes oportunidades e acesso à bons contatos. Além de de ficar perto de restaurantes excelentes como o Kitchin.
      Vou preparar alguns artigos base sobre a Espanha para burgueses de bem refletirem e se planejarem seus futuros.

      Grande abraçoo!

      Excluir
  3. Bom post, Burguês! Eu gostaria que essa série de posts não existisse e que todos os locais se mantivessem, mas seria impossível.
    Felizmente ou infelizmente tudo que é bom dura pouco e cabe aos burgueses criarem novos locais exclusivos para frequentarem. Isto tudo bem longe das garras do gado e (((deles)))..

    ResponderExcluir
  4. Não é conhecido como Esporte dos Reis por acaso. Gosto muito.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Você sempre teve esse espírito. Esses dias estava relendo sua visão, totalmente na contramão da massa, sobre o exército. Disparado é o melhor post da blogosfera sobre o assunto.

      Excluir
  5. Enche-me o peito de tristeza a depravação cultural a que chegamos, quando comparo os áureos tempos burgueses, onde o elitismo ditava as regras sociais, com os atuais. Antes tínhamos o garbo, a elegância, o estilo e o refinamento da educação espalhados por toda a sociedade. Até mesmo quando olhamos o antro mais deplorável do Brasil, o Rio de Nojeira, percebemos que antigamente havia estilo e poesia nos antigos sambistas da periferia, com eles sempre bem trajados nos seus limpos e impecáveis ternos brancos, em conjunto a um primoroso penteado ou uma respeitável cartola.

    Hoje temos os bailes funk. E toda a torpeza que vêm junto deles: depravação sexual, drogas, marginalidade, miscigenação, camisas de futebol, oakley juliet, nike shox, outras vestimentas (nego-me a chamá-las de roupas) típicas de criminosos degenerados e feiura. Em definitivo, uma ode à abjeção humana. E esses bailes, acreditem ou não, estão chegando até mesmo a residentes de bairros nobres, seduzindo as patricinhas feministas e os bois (também da elite) que vão atrás delas.

    Nestes tristes dias, chego a sentir o aviltamento do ambiente agredindo meus sentidos, ao tentar contaminá-los. Alguns dizem "está tudo bem, o problema está em você, o moderno é melhor". Em meu âmago, entretanto, uma voz enfatiza: triste a sina daquele que viveu os tempos gloriosos e tem que lidar com a imundície dos tempos modernos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    2. Sensacional, compartilho 100% do seu comentário, confrade. Quando eu vejo o estilo e classe de sambistas e pessoas do baixo estrato social do passado, como o Cartola, se vestindo no estado da arte e vejo pessoas de classe média alta se vestindo como adolescentes coloridinhos atualmente, eu fico triste. A decadência estética do Brasil é uma derrota da civilização ocidental e uma vitória da barbárie.

      O Brasil perdeu o seu senso estético.

      Excluir
  6. Observação precisa Burgues. É nítido quando um local em que frequentávamos que nos fazia bilhar os olhos já nao é mais parte da nata (lembrei da praia de Maresias há uns 8 anos , era outro local).
    Quando comecei a ler o post , de cara lembrei do casa cor, sendo que antes eu estava vendo um amigo de adolescência que ascendeu a burguês sendo pobre. De fato me arrepiou a monstruosidade que o cara chegou com sua nova sede própria (um prédio monstruoso com o que há de último no mercado a nível de construção e sim rs, ele está no casa cor). Após, como o mundo desse amigo se tornou burguês , automaticamente lembrei de vc e dei uma passada lendo esse post. Incrível a ascensão de alguns e por ser tão próximo , mais chocante ainda.
    Grande abraço meu nobre .
    Ex alpha

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É de se orgulhar. Nada me alegra mais do que ver aqueles que merecem seguindo uma trajetória de ascensão.

      Grande abraçoo Ex alpha!

      Excluir
  7. Acho que até com a Av. Paulista tá acontecendo algo parecido.

    ResponderExcluir
  8. A sociedade se transforma, hoje a diversão é outra.

    ResponderExcluir
  9. Burguês, quando vemos os locais que nós amamos se deteriorar é realmente triste. Minha rápida história é a seguinte: desde a tenra idade sou frequentador de uma praia privada no litoral norte de São Paulo e após retornar ao meu recinto de infância após anos de exílio, encontrei um local totalmente degenerado, destruído por uma classe média torpe e de baixo nível intelectual. Somente uma revolução identitária e burguesa pode salvar o Brasil.

    Abraços e bons ganhos a todos.

    ResponderExcluir
  10. Fala Burguês! Isso tudo é mudança dos tempos... Assim como não existem mais as baladas que tocavam o melhor dos anos 80. Apesar de não ter vivido, é como se a época fosse mais legal, você vê que não se encaixa nesse mundo moderno e depravado. Um abraço, amigo!

    ResponderExcluir
  11. Vale lembrar que o Jockey andou perdendo seu patrimônio, além de ter dividas milionárias com a prefeitura, ano passado andou até devendo salários para os funcionários, decadência total !

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Como Arrumar Ombros Protusos?